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VIANA – CIDADE MORTA

Este é o repositório de 5 anos de histórias de uma cidade que quis ser criativa

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viana do castelo

Marketeers de Viana voltam a meter água

Numa altura em que a Câmara Municipal de Viana do Castelo prepara já o regresso do Páscoa Doce (a primeira tentativa de marketing de eventos esboçada pela autarquia em 2010 e preparada já no âmbito da equipa (?) que tratou de estudar (?) o Marketing Territorial (ou City Branding) da cidade, eis que em Março surgiram vários sinais da autêntica desorientação em que se encontra a gestão da imagem de Viana, mesmo depois de criado aquilo a que agora se designa por gabinete TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), sob a dependência directa dos decisores políticos. Veja-se o cartaz (o primeiro, porque nem é este que está na rua) que pretendeu vender os eventos de Março:
Alguém entendeu a mensagem?

AINDA SE PODE FALAR DE ACTIVIDADE PESQUEIRA EM VIANA?

O denominado Grupo de Acção Costeira Litoral Norte (GAC Alto Minho) criado no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho para gerir uma “boa” fatia de fundos comunitários afectos ao programa operacional PROMAR (sob a égide da Direcção-geral das Pescas e da Aquacultura) lançou dois concursos para encontrar projectos para “revitalizar o sector” no litoral norte que (desta vez) engloba a freguesia de Vila Nova de Cerveira.

De acordo com um comunicado divulgado recentemente, «este programa conjunto com Caminha, Esposende e também Vila Nova de Cerveira visa o reforço da competitividade das zonas de pesca, a reestruturação das actividades económicas pesqueiras, a promoção e valorização das actividades económicas onde existem comunidades piscatórias relevantes que, em Viana do Castelo, vai incidir nas comunidades de Darque, Monserrate, Amorosa e Castelo de Neiva».

Com o PROMAR, vão ser investidos cerca de quatro milhões de euros, a distribuir por uma área territorial ribeirinha. Em Viana do Castelo, a intenção é apostar no desenvolvimento sustentado onde a actividade piscatória é ainda uma referência: Viana do Castelo cidade, Darque, Amorosa e Castelo de Neiva.

O que não se percebe é como é feito, mais uma vez, o planeamento deste tipo de coisas pois que, de acordo com esse mesmo comunicado, «em Viana do Castelo, estão identificadas 501 pessoas dependentes da pesca embora estejam matriculados 771 pescadores de “pesca polivalente”, que utilizam dois portos: o portinho de Pedra Alta e o posto de pesca de Viana do Castelo. Estão registadas, em Viana do Castelo, 244 embarcações de pesca local e costeira e 1208 embarcações de recreio.

Um grande pensador (por sinal português) desaparecido recentemente disse que «em Portugal o planeamento é feito ao sabor dos quintais». Não será hora de repensar as estratégias que têm sido seguidas?

UMA LIÇÃO PARA QUEM SEMPRE PREFERIU A LIGAÇÃO AO PORTO

A revista Visão Viagens traz na edição de Fevereiro uma reportagem imperdivel onde se dá conta de um triângulo de raízes históricas: Braga, Guimarães e Viana do Castelo. Três cidades, três vivências minhotas, três caminhos que sempre estiveram ligados até que alguns políticos decidiram ligar-se ao Porto, engolindo as tripas que agora amargam com as portagens na A28.
Veja-se, a propósito, o que Viana do Castelo tem a perder neste vídeo promocional de Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012. Tanto mais quanto já se sabe que, já este ano, Viana será a capital da cultura do Eixo Atlântico e podia ter sido feita a ligação ao que vai suceder no próximo ano.

EDITORIAL: CARAMURU NUNCA FOI VIANENSE – AFIRMA HISTORIADOR DE RENOME

Há cerca de ano e meio numa rápida pesquisa, apesar de não ser historiador, mas apenas Gestor Cultural e especialista em Marketing Territorial, consegui desmentir os “comilões dos milhares de euros que o médico deputado por cá andou a desbaratar dinheiro de todos os vianenses” afirmando que o célebre besta do Caramuru nunca foi vianense, a não ser quando viveu por cá para comercializar tecidos.
Fui insultado por um senhor de vestes adamadas comilão desse milhões no mesmo jornal onde publiquei a curta pesquisa e mais não voltei ao assunto por que não quis alimentar burricadas de um besta quadrado e outros seguidores do médico que quis comer pastéis de Belém.
Eis que agora, um dos mais conceituados historiadores vianenses (independentemente de eu ainda discordar de alguns  aspectos dessa obscura estória) me vem dar razão:

«O grande argumento a favor da origem estrangeira do Caramurú reside na carta escrita por Pero do Campo Tourinho, da Baía, a D. João III, com data de 28 de Julho de 1546. Trata-se de um documento autêntico e verídico. Ninguém põe em causa estes predicados.»

O texto completo pode ser lido na última edição dos Cadernos Vianenses para onde nunca escrevi nem nunca o farei tão somente por considerar que tal publicação foi manchada por ditos homens de letras que inventaram e modificaram tudo a seu favor.

Meus caros leitores e frequentadores do MUSEU DE VIANA – o único projecto cultural vianense que não vive de dinheiros públicos – já não nos resta outra coisa que não seja voltar a reabrir a petição que esteve na Internet e pedir o que o poder público ainda não teve coragem de fazer: abrir o museu do dinheiro público mais mal gasto pelo médico do caramuru…

Obrigado.
Paulo Caldeira
Criador da REDE ESKILO | a entidade detentora do MUSEU DE VIANA

VIVER EM VIANA: CIDADE DO VINHO?

Começou a campanha de promoção de Viana do Castelo como CIDADE DO VINHO 2011 depois de uma candidatura aprovada pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (se quiser saber mais clique aqui), que, afirma-se no site da Câmara Municipal, «aponta as raízes da produção vinícola no concelho, nomeadamente a vocação mercantil de Viana do Castelo e do vinho, passando pela importância da barra de Viana do Castelo na sua exportação».

Abonatório, acrescenta o site, «é também o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal em torno da marca “Vinhos das Terras de Geraz” com vista à criação de riqueza económica do concelho e respectivas acções de dinamização como a participação no Festival Nacional do Vinho, a celebração do Dia do Vinho e as Jornadas Europeias do Património»

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Assim, sendo “Cidade do Vinho 2011”, Viana do Castelo vai acolher diversos eventos, com destaque para a Gala da Cidade do Vinho, o Dia de Reis, os Fins-de-Semana Gastronómicos, a Gala da Eleição da Rainha das Vindimas Nacional, as Conversas à Volta do Vinho, as Jornadas Europeias do Património e o Dia Europeu do Enoturismo, para além de cursos e acções de formação, acções comerciais de promoção de vinhos no Mercado Municipal.

A iniciativa, apesar de meritória, coloca no entanto sérios riscos a Viana do Castelo, a saber: a autarquia nada fez para evitar o encerramento da Adega Cooperativa de Viana e decidiu apoiar um grupo de 5 pequenos produtores de vinho a que juntou o charme de uma campanha de marketing; vender agora Viana do Castelo como a Cidade do Vinho é cometer um erro crasso porque, de acordo com o site da autarquia, a cidade continua pejada de slogans e ainda nem sequer “vendeu” o tal Plano(?) de Marketing Territorial que vai custar 100 mil euros; dizer numa candidatura que Viana tem tradição comercial, aliando-lhe o mar, e acrescentar-lhe o Vinho é não conhecer o que se transaccionava em Viana desde tempos remotos: Vinho (?), talvez, mas nas tabernas que, pelos vistos já estão praticamente extintas na cidade.

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