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VIANA – CIDADE MORTA

Este é o repositório de 5 anos de histórias de uma cidade que quis ser criativa

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Museu Virtual de Viana

VIVER EM VIANA: MUSEU DE VIANA IMPULSIONA PROCURA TURÍSTICA DA CIDADE

Viana do Castelo foi um dos destinos mais pesquisados na Internet pelos portugueses durante as férias de Natal.  De acordo com um estudo de um portal da especialidade, os portugueses procuraram mais destinos nacionais do que internacionais e entre as mais procuradas está Viana do Castelo, com um aumento de noventa por cento relativamente ao mesmo mês de 2009. De acordo com o estudo, a tabela é liderada por Fátima, seguida por Lisboa e Estoril, sendo que, do total dos 20 destinos mais procurados pelos portugueses, 13 são destinos nacionais, nomeadamente Viseu e Armação de Pêra, Óbidos, Faro e Cascais, Setúbal e Albufeira e Viana do Castelo, seguindo-se depois Braga e Funchal.
A notícia poderia passar despercebida mas, embora tenha sido aproveitada politicamente, o certo é que foi graças às parcerias estabelecidas entre o Museu de Viana e as maiores agências de viagens com pesquisadores web que tal sucedeu. Basta dizer que este projecto nasceu no início do Verão e, apesar de já ter sido obrigado a ser objecto de uma profunda remodelação, é já o meio não oficial ou noticioso de Viana do Castelo mais visitado em todo o mundo.
É por isso, com agrado, que se regista esta notícia. Em breve tudo estará já pronto! Obrigado…

VIVER EM VIANA: UMA CIDADE EXTRAORDINÁRIA OU ORDINÁRIA?

No final de 2010, o universo dos planeadores e gestores de cidades ficou chocado com a atitude de uma câmara municipal do Minho ao decidir o coordenador do processo do Plano Director Municipal (PDM) apenas porque o especialista fez a diferenciação entre a cidade extraordinária e a cidade ordinária. 
O político em questão, por mera ignorância linguística e académica, entendeu que o arquitecto em causa estava a insultar o município quando o que o Homem em questão queria dizer era tão somente isto: a autarquia não pode olhar apenas para a cidade extraordinária (leia-se aquela que serve de cartão de visita) mas tem obrigação de ver o território como um todo e, em especial, a cidade ordinária (leia-se aquela onde se vive, se trabalha e se passa a maior parte do tempo). 

Trata-se afinal de fazer valer o paradigma do Marketing de Cidades e da Gestão Cultural de Território: nenhuma cidade pode querer ser atractiva sem ter atracções mas também não pode dedicar-se apenas aos visitantes esquecendo os residentes.

A Cidade é um “ser” cultural por inerência desde o seu nascimento e este caso demonstra bem o que vai andando mal no universo dos executivos municipais e das teias políticas locais,  regionais e nacionais: os pelouros da Cultura não podem ser meros repositórios de eventos artísticos (alguns deles de carácter caprichoso e duvidoso) ou subsídios a associações recreativas e culturais porque, lembre-se repetidamente, a arte foi e será sempre o adorno do “ser” cultural que é a Cidade); integrar a Cultura nas mãos de que gere a Educação e colocar a gestão do espaço urbano nas tarefas de outrem é o mesmo que tomar um cappucino na Praça da Duomo de Milão num copo de plástico com uma palhinha descartável.

Vem esta dissertação a propósito de duas notícias algo contraditórias que, ao leitor comum, nada têm de nexo ou causalidade: na mesma semana em que se sabe que a câmara municipal decide atribuir o título de cidadão de mérito a um arquitecto que recebeu milhares de euros para executar uma obra de arte que agora é um espaço público com o argumento de que esse edifício capitalizou a visibilidade de Viana, fica tambéma saber-se que a autarquia decidiu, mais uma vez, “ameaçar” os proprietários das dezenas de obras de arte automobilísticas que estão abandonadas pela cidade que irá remover esse entulho mas, (imagine-se…) depois de notificados e cumpridos os prazos legais.
São estas afinal duas não notícias que envergonham a cidade ordinária. Siza Vieira tem recebido prémios pela biblioteca que desenhou mas isso torna-o um cidadão de mérito de Viana? Já anteriormente se deu louvores a outro artista (?) pelo simples facto de ter sido pago a peso de ouro para colocar em Viana duas aberrações urbanas (para não se avançar com outras discussões históricas que lhe serviram de base…). E que dizer de José Saramago que tão bem descreveu a cidade extraordinária (antes das intervenções do Programa Polis) num documento que hoje circula por todo o mundo? Não terá sido ele um verdadeiro cidadão de mérito?
Quanto ás obras de arte automobilísticas o Museu de Viana decidiu dar uma ajuda aos serviços municipais na esperança de que a cidade ordinária comece a receber mais atenção por parte dos gestores (?) políticos do espaço urbano. Porque não obrigam os Presidentes das Juntas de Freguesias, agora pagos com ordenados do erário público, a fiscalizar os seus eleitores???
E fica esta outra ideia: se a cidade não quer ter automóveis em nome de uma moda de pedonização que nunca teve justificação académica ou histórica porque não se disponibiliza veículos como os da fotografia em parques de estacionamento gratuitos?

VIVER EM VIANA: OLIGARQUIA OU MASOQUISMO?

Por estes dias, o país vive uma das principais conquistas da República: a eleição de um Presidente. Questionamentos à parte (como a dos monárquicos que dizem que o nosso hino é do tempo dos Reis ou a de saber se vale a pena ter um Presidente que tem os mesmos poderes que a Rainha de Inglaterra), o que importa é olhar para a essência histórica do que vai sendo já a campanha eleitoral pontuada com contradições de princípios e acusações sem que se olhe para o passado como uma referência do que se afirma uns meses depois.
Veja-se por exemplo que um dos candidatos fez o primeiro dia de campanha num edifício onde está a sede do Viana Taurino Clube (curiosamente com uma página do Facebook em Francês) e que fez história quando Viana do Castelo tinha fama nas Touradas que animavam anualmente a Romaria da Senhora da Agonia e que foram extintas pelo anterior executivo municipal.
Interessa por isso ler o que escreve um dos principais escribas do tempo em que o agora candidato era Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

VIVER EM VIANA: VALE A PENA UMA NOVA IMAGEM?

A pergunta fica sem resposta porque ainda não existe de forma científica e não se conhece verdadeiramente o marketing-mix (e se já está elaborado) que a empresa que desenhou a nova imagem de Viana do Castelo tem planeado porque os dados mais recentes mostram que o envelhecimento da população continua e a vinda de turistas diminuiu.
Mas fica ainda mais sem resposta porque o Museu Virtual de Viana | o Portal de todos os Vianenses se dedica a pesquisar documentos (iconográficos, audiovisuais, escritos e outros) que na maioria das vezes estão escondidos nos meandros na Internet.
O Jornal de Notícias publicou recentemente uma informação sobre a postura de trânsito na cidade de Viana do Castelo mas curiosamente tal postura foi alterada duas vezes só em 2010 mas sem que, tal como ditam as regras da boa governância do espaço público, tivesse existido uma consulta prévia aos interessados: os residentes e os investidores, em particular do centro histórico.
É por isto que se publica de seguida três links de onde o visitante do Museu Virtual de Viana pode retirar toda a informação que o ajudará a perceber como funciona a dinâmica das autoridades locais nesta matéria:
As conclusões ficam para quem leia estes documentos.

VIVER EM VIANA: PARTILHAR OU ARREGIMENTAR?

O projecto do Museu Virtual de Viana | Portal dos Vianenses tem como base um novo conceito: a arqueologia web. É um paradigma ainda pouco explorado mas que, cada vez mais, começa a ser necessário perante o “lixo” que diáriamente vai povoando a Internet. Como diria Jacques Le Geoff, é necessário separar as águas e retirar a poeira para vislumbrar os ensinamentos que a história nos traz para o futuro.
É neste âmbito que o projecto está em crescimento e obrigou já a uma reformulação parcial ao nível das distribuição de conteúdos e, em breve, surgiram espaços diversos porque, imagine-se, nomes como Viana do Castelo estão registados como domínios web privados e há quem peça por eles (sem os utilizar) qualquer coisa como 150 mil euros. De quem foi a culpa da má gestão da cidade (comprovada pelo estudo realizado em Abril de 2010) não interessa aos descritores do Museu (esse é um papel de quem nos visita) mas importa sobretudo lembrar que enquanto se repetirem os mesmos erros de nada servirá a Viana do Castelo ter uma nova imagem de marca porque quem por cá ainda vai teimosamente vivendo e partilhando (porque amar uma cidade é partilhar não é arrecadar nem arregimentar) é sistematicamente empurrado para uma periferia pobre e mal ordenada do ponto de vista urbanístico.
O conceito subjacente ao projecto será explicado mais tarde de forma conveniente mas cumpre fazer esta introdução agora que o Museu Virtual de Viana | o Portal de todos os Vianenses atingiu patamares de visitantes nunca alcançados até pelos mass media locais.
Obrigado pela visita!

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