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VIANA – CIDADE MORTA

Este é o repositório de 5 anos de histórias de uma cidade que quis ser criativa

Categoria

marketing territorial

VIGO: Uma lição ao vivo em Viana do Castelo para quem quiser ver

Viana do Castelo, ou melhor, os decisores das múltiplas instituições vianenses têm esta quinta-feira, 12 de Maio, uma oportunidade excepcional para perceber como se promove um cidade. VIGO sempre foi terra de compras para os portugueses mas, com a competição entre territórios cada vez mais acesa, aposta em meios que nunca se viu por cá.

Como se isto não bastasse, o município de Vigo tem um site de promoção própria, enquanto por cá o posto de turismo mais central da cidade é explorado por privados e as informações do site dos concessionários.

Um Coração, só mais um...

Marketeers de Viana voltam a meter água

Numa altura em que a Câmara Municipal de Viana do Castelo prepara já o regresso do Páscoa Doce (a primeira tentativa de marketing de eventos esboçada pela autarquia em 2010 e preparada já no âmbito da equipa (?) que tratou de estudar (?) o Marketing Territorial (ou City Branding) da cidade, eis que em Março surgiram vários sinais da autêntica desorientação em que se encontra a gestão da imagem de Viana, mesmo depois de criado aquilo a que agora se designa por gabinete TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), sob a dependência directa dos decisores políticos. Veja-se o cartaz (o primeiro, porque nem é este que está na rua) que pretendeu vender os eventos de Março:
Alguém entendeu a mensagem?

VIVER EM VIANA: UMA LIÇÃO A APRENDER PELOS MARKETEERS DA CIDADE

A Fundação Cidade de Guimarães em colaboração com o CPD escolheu o trabalho de João Campos, antigo aluno de Design na Universidade de Aveiro, para identificar “Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura”. A marca, com 26 variações distintas, é baseada nas muralhas da cidade e explora a ideia de diversidade cultural, valorização individual e abertura à multiplicidade de visões pessoais.

«O símbolo desenvolvido «agrega alegoricamente a muralha em representação do Património da Humanidade presente em Guimarães, o desenho da viseira de um elmo que presta homenagem à visão de D. Afonso Henriques, a proeminente figura da fundação de Portugal e é rematado sob a forma de um coração, em evocação plena do orgulho e sentimento vivo de pertença dos vimaranenses em relação à sua cidade», explica João Campos.»


São 26 modelos diferentes que têm na sua base o legado histórico da cidade de Guimarães, no entanto, também pretende ter um olhar para o futuro e para a diversidade cultural, «uma janela aberta a cada visão pessoal ou uma tela em branco para qualquer expressão individual», afirma o designer. As linhas do logótipo têm como objectivo ultrapassar a esfera criativa interna à organização do evento. João Campos refere que é um conceito «com alto potencial de personalização, o apelo à participação, envolvimento e, por fim, à apropriação da marca é dirigido a todo e qualquer cidadão europeu».


No fundo, com esta imagem gráfica ambiciona-se que não exista «apenas uma representação de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, mas sim uma infinidade delas. Tantas quanto a imaginação tiver sonhado», conclui o designer e também vencedor do concurso, lançado no ano passado pela Fundação Cidade de Guimarães em colaboração com o Centro Português de Design, para a criação da marca.
COMO DAQUI SE DEPREENDE, JOÃO CAMPOS NÃO SE LIMITOU A OLHAR APENAS PARA GUIMARÃES. E É ISTO QUALQUER VERDADEIRO ESTUDO DE MARKETING TERRITORIAL DEVE FAZER. A LIÇÃO DEVE SER ASSUMIDA DE UMA VEZ POR TODAS E JÁ NÃO RESTA MAIS AOS RESPONSÁVEIS POLÍTICOS DE VIANA, DEPOIS DE ESTE TRABALHO TER SIDO AGORA COMPLETAMENTE DIVULGADO, DO QUE DEMITIR DE IMEDIATO OS PLANEADORES DA MARCA VIANA QUE NÃO É MAIS, COMO SE VÊ AGORA, UM MERO LOGÓTIPO.

VIVER EM VIANA: CIDADE DO VINHO?

Começou a campanha de promoção de Viana do Castelo como CIDADE DO VINHO 2011 depois de uma candidatura aprovada pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho (se quiser saber mais clique aqui), que, afirma-se no site da Câmara Municipal, «aponta as raízes da produção vinícola no concelho, nomeadamente a vocação mercantil de Viana do Castelo e do vinho, passando pela importância da barra de Viana do Castelo na sua exportação».

Abonatório, acrescenta o site, «é também o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal em torno da marca “Vinhos das Terras de Geraz” com vista à criação de riqueza económica do concelho e respectivas acções de dinamização como a participação no Festival Nacional do Vinho, a celebração do Dia do Vinho e as Jornadas Europeias do Património»

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Assim, sendo “Cidade do Vinho 2011”, Viana do Castelo vai acolher diversos eventos, com destaque para a Gala da Cidade do Vinho, o Dia de Reis, os Fins-de-Semana Gastronómicos, a Gala da Eleição da Rainha das Vindimas Nacional, as Conversas à Volta do Vinho, as Jornadas Europeias do Património e o Dia Europeu do Enoturismo, para além de cursos e acções de formação, acções comerciais de promoção de vinhos no Mercado Municipal.

A iniciativa, apesar de meritória, coloca no entanto sérios riscos a Viana do Castelo, a saber: a autarquia nada fez para evitar o encerramento da Adega Cooperativa de Viana e decidiu apoiar um grupo de 5 pequenos produtores de vinho a que juntou o charme de uma campanha de marketing; vender agora Viana do Castelo como a Cidade do Vinho é cometer um erro crasso porque, de acordo com o site da autarquia, a cidade continua pejada de slogans e ainda nem sequer “vendeu” o tal Plano(?) de Marketing Territorial que vai custar 100 mil euros; dizer numa candidatura que Viana tem tradição comercial, aliando-lhe o mar, e acrescentar-lhe o Vinho é não conhecer o que se transaccionava em Viana desde tempos remotos: Vinho (?), talvez, mas nas tabernas que, pelos vistos já estão praticamente extintas na cidade.

VIVER EM VIANA: CIDADE DOS NAMORADOS?

O cartaz que agora se publica está colocado em vários pontos do Alto Minho e faz jus à realidade histórica de Vila Verde. Os lenços dos namorados (apesar de todos os que possam “inventar” o contrário) são originários daquilo a que vulgarmente se chamou, ao tempo de vultos como Pedro Homem de Melo (fique-se triste com os acesso à casa onde viveu…), Baixo Minho e que agrega (etnográfica e antropológicamente falando concelhos como Ponte da Barca, até onde se estendem as Terras da Nóbrega).
Mas o que este cartaz vem mostrar é que, afinal, não foi feito qualquer Plano de Marketing de Viana do Castelo quando agora se quer “vender” Viana como a Cidade dos Namorados. Viana tem no coração de filigrana um dos seus ícones mas apenas porque era na Feira de Viana (que alguns conseguiram destruir) que se vendiam os produtos dos artesãos da Póvoa de Lanhoso e de Gondomar e é daí que vêm as peças que ocupam as montras das ourivesarias vianenses. É na Póvoa de Lanhoso (concretamente na freguesia de Travassos) que está o verdadeiro (e o único) Museu do Ouro minhoto. Viana não tem lenços de namorados e não tem sequer bordados que se distingam do resto.
Viana, que deveria ter perdido o Castelo no nome há dezenas de anos porque nem isso tem mas apenas um forte (o tal Castelo de Santiago da Barra), sempre foi um entreposto comercial e essa é a sua MARCA. A identidade que nos deixaram os antepassados Celtas e esse é que é o verdadeiro Coração da cidade.
A prova mais evidente é a de que a principal imagem com que se identificam os visitantes de Viana é o Monte de Santa Luzia. Nada mais!!! O primeiro estudo realizado em Abril  no âmbito da Rede Eskilo mostrou-o claramente e a actualização feita agora mostra que a maioria não sabe qual é a nova marca de Viana. 
Porque será? Ficam alguns exemplos de City Brands numa espécie de vaticínio para o que vai suceder à nova marca depois do desastre que foi a “velha” marca da Caravela.

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