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VIANA – CIDADE MORTA

Este é o repositório de 5 anos de histórias de uma cidade que quis ser criativa

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Bombeiros municipais de Viana não podem fazer mergulho e autarca não dáexplicações convincentes

A secção de mergulho dos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo, único corpo profissional do concelho, não participou nas operações de socorro aos dois pescadores acidentados em Castelo de Neiva, porque estes elementos não possuem licenças atualizadas numa situação que deveria ter merecido um tratamento mais aprofundado por parte da Agência Lusa tanto mais que o presidente da Câmara de Viana do Castelo, que tutela aquela força, confirmou esta falta precisamente no mesmo dia em que o seu gabinete de imprensa divulgou mais uma nota de propaganda onde diz que “a Comissão Municipal de Emergência e Protecção Civil de Viana do Castelo acaba de emitir parecer favorável ao Plano Municipal de Emergência”.

 

 

Fotografia de Arménio Belo/Agência Lusa 

 

O caso não seria grave se não fosse o próprio autarca o responsável máximo pela Protecção Civil no concelho e ter feito realçado através de um meio público uma nota onde diz curiosamente que “o Plano Municipal é um instrumento de gestão vocacionado para sistematizar o conjunto de normas, regras e procedimentos destinados a fazer face à ocorrência de situações de acidente grave ou catástrofe que se venham a verificar em Viana do Castelo. É, simultaneamente, um instrumento preventivo e de gestão operacional já que estabelece os recursos para fazer face a acidentes ou catástrofes, define as acções a empreender, atribui as respectivas missões, e estabelece as estruturas e órgãos de coordenação e comando que as enformam”. 

Paradoxalmente, a Agência Lusa não coloca em causa a incúria com que o autarca tem tratado da questão e apenas refere uma desculpa: “os nossos elementos estão a frequentar um curso de mergulho profissional para o qual são necessários vários testes. Nesta altura, faltam realizar apenas os exames médicos numa câmara hiperbárica e, por isso, não podem fazer mergulho”. Os meios dos Bombeiros Municipais, corpo totalmente profissional e que dispõe de uma secção de mergulho com 12 elementos, chegaram a ser solicitados para apoiar a operação, atrasando as operações uma vez que houve necessidade de solicitar a presença de uma equipa dos Bombeiros Voluntários. Outra questão que a Agência Lusa não levantou foi a pertinência de saber porque razão continua o Presidente da Câmara Municipal a teimar em investir verbas do Polis em obras de fachada quando, depois de andar a fazer propaganda com um suposto Plano Estratégico onde é “vendida” a economia do mar, não existem nas barras do concelho condições para a pesca. 

Viana do Castelo não cumpre estatutos da Rede de Cidades Saudáveis

Viana do Castelo acolheu a última Assembleia Intermunicipal da Rede das Cidades Saudáveis, onde foi aprovado o Relatório e o Plano de Actividades e Orçamento para 2012 mas já não cumpre há vários anos os preceitos estatutários desta instituição sedeada no Seixal desde 1997 sob a iniciativa dos municípios como a Amadora, Coimbra, Lisboa e Oeiras. Uma vez mais, a nota de propaganda da autarquia relata um “balanço muito positivo” de todas as acções previstas pela Rede, que “propõe um investimento no desenvolvimento da saúde, colocando a ênfase nas parcerias comunitárias, na equidade, nos condicionantes da saúde, no desenvolvimento sustentável e na gestão democrática e participativa”.

 

 

Viana do Castelo foi, em 1997, uma das cidades fundadoras do movimento em Portugal que conta já com 30 cidades aderentes e que tem como missão operacionalizar as acções de promoção da saúde constantes do Plano de Desenvolvimento em Saúde, elaborado com base no Perfil de Saúde da população do Concelho, tendo em conta as prioridades de intervenção. Na altura foi mesmo criado um “Gabinete Cidade Saudável” mas a autarquia não cumpre a máxima da Organização Mundial de Saúde que aponta para a “promoção de Ambientes Saudáveis & Design, integrando considerações sobre a saúde nos processos, programas e projectos de planeamento urbano saudável, apoiando e promovendo a saúde, bem-estar, segurança e interacção social, a mobilidade e acessibilidade de todos os cidadãos”. Além disto, a autarquia não promove qualquer tipo de iniciativa relacionada com a gestão democrátiva e participativa uma vez que as decisões são sempre tomadas pela maioria socialista, aconselhada por um grupo de convidados que são chamados, de quando em quando, a validar as ideias plagiadas de outros e apresentadas como sendo iniciativa do partido que governa o município. Terá assim tantos motivos para sorrir o autarca?

 

Leia os estatutos da Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis aqui.

10 empresas estão a fechar as portas todos os meses no distrito deViana do Castelo

Dez empresas estão a fechar as portas todos os meses no distrito de Viana do Castelo desde o início de 2012, num fenómeno sem precedentes que em breve transformará o Alto Minho num território sem poder de compra, apesar dos discursos oficiais teimarem em realçar inverdades, como o caso da mais recente nota de imprensa da Câmara Municipal de Viana onde se afirma que «Viana do Castelo tem vindo a aumentar a sua atractividade comercial, empresarial e industrial, com a atracção de novos investimentos, melhorando as infra-estruturas das áreas de acolhimento empresarial e apoiando os projectos na fase de licenciamento» e que em resultado «destas políticas activas de captação de investimentos de capital estrangeiro, estão a fixar-se em Viana do Castelo novas empresas, nomeadamente no cluster das energias renováveis, na economia do mar, na floricultura e no sector automóvel».

 


 

A nota de propaganda da autarquia refere que estas declarações foram produzidas numa sessão de boas vindas ao concelho de Viana do Castelo a uma delegação de Deputados alemães do Bundestag que «visitou Portugal para conhecer o investimento que tem sido efectuado pelas empresas alemãs no país e avaliar de que forma é que esta relação entre os investidores alemães pode ser mais incrementada» tendo afirmado que «a instalação em Viana do Castelo de um dos maiores investimentos nas energias renováveis existentes em Portugal, já designado pela “AutoEuropa do Vento”, a cidade e a região beneficiaram de empregos qualificados, de serviços de logística e de uma actividade portuária crescente no domínio das exportações».

 

No entanto, a realidade local é bem outra como qualquer dos comuns vianenses pode constatar diariamente no Instituto Informador Comercial.

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Associação de Hoteleiros acusa governo de assassinar o turismo masentidade oficial diz que Viana teve mais espanhóis na Páscoa

No seguimento das imagens amplamente divulgadas pela comunicação social, que mostraram longas filas de turistas a pagar a portagem na A22 durante as mini-férias da Páscoa, num cenário de grande confusão, a APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo e a AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve lançam novo apelo ao Governo para a resolução urgente desta questão. Numa carta endereçada ao Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, as Associações acusam o atual sistema de pagamento eletrónico de portagens de estar a “assassinar silenciosamente” o turismo, temendo pelas graves consequências que esta imagem negativa do país está a criar.



De relembrar que, numa tentativa de contribuir para a resolução desta questão, a APHORT e a AIHSA apresentaram recentemente à Estradas de Portugal uma proposta no sentido dos turistas estrangeiros terem a possibilidade de pagar as portagens relativas às ex-SCUT’s nos hotéis e restaurantes, utilizando os terminais de pagamento que são geralmente usados para o pagamento das despesas, seja através de cartões de débito ou de cartões de crédito.

No entanto, o discurso oficial é outro: o vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Júlio Meirinhos considerou que a região do Alto Minho registou um aumento na ocupação dos hotéis e restauração durante a Páscoa, o que representará um maior volume de receitas em plena altura de crise.

Fazendo valer um “estudo” de auscultação junto de empresários destes setores, a taxa de ocupação ronda os 80 por cento, um número melhor do que o registado no ano passado. Apesar da presença de galegos se manter idêntica à de 2011, a novidade deste ano passa pela resposta “massiva” do mercado interno, sobretudo de Lisboa e área envolvente. O vice-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal apresenta uma promoção “fatal” e a adpatabilidade da restauração à nova realidade como razões para um aumento da procura do destino Norte, e em particular do Minho. Júlio Meirinhos realça que, para além da oferta da qualidade e excelência, há outros pacotes deprodutos estratégicos que diferenciam e convencem os turistas residentes e não residentes.

Apesar da crise que assola o país, a hotelaria e restauração do Alto Minho respira de alívio neste período pascal, com uma taxa de ocupação na ordem dos 80 por cento.

Junta de Freguesia de Afife gasta dinheiro em manifestações mas queixa-se de falta de financiamento

A Junta de Freguesia de Afife, em Viana do Castelo, queixa-se de falta de financiamento para levar a cabo obras que este próprio órgão administrativo reputa de importantes para a localidade, mas conseguiu dispensar verbas da autarquia para levar dezenas de pessoas a um passeio em Lisboa onde supostamente se protestou contra a extinção de freguesias, quando o que a legislação é a extinção de órgãos administrativos e não de autonomia cultural, como a própria Junta de Afife argumenta no seu blogue oficialCuriosamente é esta mesma Junta a que permite que o seu edifício público albergue uma rádio local privada e que noticia, em nome de uma “população”, as críticas que faz.  

 

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