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VIANA – CIDADE MORTA

Este é o repositório de 5 anos de histórias de uma cidade que quis ser criativa

Categoria

arquitectura

VIGO: Uma lição ao vivo em Viana do Castelo para quem quiser ver

Viana do Castelo, ou melhor, os decisores das múltiplas instituições vianenses têm esta quinta-feira, 12 de Maio, uma oportunidade excepcional para perceber como se promove um cidade. VIGO sempre foi terra de compras para os portugueses mas, com a competição entre territórios cada vez mais acesa, aposta em meios que nunca se viu por cá.

Como se isto não bastasse, o município de Vigo tem um site de promoção própria, enquanto por cá o posto de turismo mais central da cidade é explorado por privados e as informações do site dos concessionários.

Um Coração, só mais um...

Marketeers de Viana voltam a meter água

Numa altura em que a Câmara Municipal de Viana do Castelo prepara já o regresso do Páscoa Doce (a primeira tentativa de marketing de eventos esboçada pela autarquia em 2010 e preparada já no âmbito da equipa (?) que tratou de estudar (?) o Marketing Territorial (ou City Branding) da cidade, eis que em Março surgiram vários sinais da autêntica desorientação em que se encontra a gestão da imagem de Viana, mesmo depois de criado aquilo a que agora se designa por gabinete TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), sob a dependência directa dos decisores políticos. Veja-se o cartaz (o primeiro, porque nem é este que está na rua) que pretendeu vender os eventos de Março:
Alguém entendeu a mensagem?

VIVER EM VIANA: SIZA VIEIRA É CIDADÃO DE MÉRITO OU UM EXECUTOR DE UMA EMPREITADA PAGA POR DINHEIROS PÚBLICOS?

Depois de anos a fio, durante a vigência do mandato do anterior presidente da Câmara Municipal, Viana do Castelo foi-se habituando a assistir a cerimónias de distribuição de distinções durante as comemorações da elevação da vila da foz do Lima à categoria de cidade. Se umas (poucas) foram merecidas, outras nem por isso e até foram sendo gastos milhares de euros em livros que agora estão amontoados no hall de entrada da  Biblioteca Municipal, aquela que recebeu hoje, pela primeira vez, a sessão que serviu também para assinalar os três anos de inauguração do espaço. 
É certo que todas as cidades distribuem “(en)comendas” mas a ética de quem gere os destinos dos espaços urbanos deve ter limites, tal como qualquer organização em qualquer parte do mundo e o que se viu na Sala Couto Viana levanta uma questão pertinente: Pode um arquitecto ser considerado cidadão de mérito (título que só deve ser atribuído a pessoas com feitos dignos de registo e executados sem qualquer interesse primário numa medalha) depois de ter sido pago para “desenhar” um edifício? 

O que é arte? E o que é um artífice? Onde começa a ética de quem recebe dinheiro para uma empreitada e acaba o alegado “reconhecimento que todos os vianenses ansiavam”? São questões que podem parecer descabidas mas se todas as cidades declarassem como cidadãos de mérito todos os arquitectos e outros artífices então teríamos de distribuir medalhas por todos os que fazem a cidade. 

É que a arquitectura só assume o verdadeiro papel de elemento artístico quando não existem contratos prévios, nem encomendas e, mesmo que essas “papeladas” existam, só se pode falar em arte quando alguém toma a ousadia de criar algo de novo pois que se assim não fosse todos seríamos artistas, bastando-nos comprar um qualquer pack de pintura pré-fabricado e fazer como os chineses que vendem essa “arte” às centenas nas lojas que por cá vão semeando). Aliás, alguns críticos de arte comentam frequentemente que Michelangelo foi um “mercenário” e não um artista porque os seus trabalhos eram pagos maioritariamente pela Igreja Católica mas o problema é que o grande concorrente de Leonardo Da Vinci (apenas nas artes plásticas e na arte urbana) ousou criar algo de novo e exclusivo servindo-se da Capela Sistina (a tal onde os Cardeais elegem o Papa enquanto olham para os frescos do tecto onde pairam corpos nus).

O que fez Siza Vieira de tão especial em Viana do Castelo que não tenha “desenhado” noutras cidades pelo mundo fora a troco de milhares de euros? A pala da Expo 98? A repetição da regra dos seus edifícios quadrangulares rodeados de janelas onde o eco é tanto que até o silêncio faz barulho?

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