Não se gaste mais dinheiro em elefantes brancos

O blog do “olhar anónimo” reproduz um “projecto” da Cooperativa VianaPescas que é afinal o Museu do Mar que o município queria concretizar mas que não terá cabimentação em qualquer dos próximos programas comunitários.

Não deixa de ser estranho que a notícia surja agora sabendo-se que um dos sócios da empresa que projectou esta “fotografia” é um ex-administrador do Parque Empresarial de Lanheses e que foi esta mesma empresa quem fez projectos para a VianaPolis.

Curiosamente, não só a notícia é divulgada no dia em que o Centro de Mar de Viana recebe um prémio “de uma consultora” e promovido pelo blog do “olhar da propaganda” o site da VianaPescas está “desligado” e do que se sabe basta apenas sublinhar isto:

«A Vianapesca está a desenvolver um projecto para a construção de um Museu do Mar em Viana do Castelo, onde as novas tecnologias e investigação marinha estarão presentes.
Estamos a preparar o projecto de engenharia e caderno de encargos para estar em condições de apresentarmos uma candidatura no novo quadro comunitário, como uma medida de interesse colectivo.
Um estudo de mercado, preliminar, aponta para cerca de 200.000 visitantes no primeiro ano, com valores de entrada de 10,00 euros. Só o navio Gil Eannes recebe cerca de 45.000 visitantes ano, com entradas a 3,50 euros . Empregará cerca de 20 pessoas oriundas da pesca ou da classe piscatória, devidamente habilitadas.
Será um centro de formação e estudo da fauna e flora atlântica, o oceanário virtual. Quando saímos do interior da ossada de uma embarcação em madeira com 22 metros para ver a restante exposição, colocamos uns óculos em 3D e estaremos no meio de um imenso oceanário virtual , envolvido com os peixes e algas da costa atlântica. Será um ícone nacional em termos de arquitectura, como é a Opera de Sidney ou o Guggenheim em Bilbao, de custos incomparavelmente menores, o que canalizará imensos visitantes, para além de barcos de recreio para as marinas do noroeste peninsular, o que tornará Viana num porto, “obrigatório”, das rotas atlânticas.»

Porque, segundo as tendências mais recentes, a realidade aumentada (e não virtual) está a perder fôlego e por todo o mundo fecham empresas ligadas a esta área porque os próximos meses trarão os hologramas e que são tão somente os computadores do futuro.

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