Dez empresas estão a fechar as portas todos os meses no distrito de Viana do Castelo desde o início de 2012, num fenómeno sem precedentes que em breve transformará o Alto Minho num território sem poder de compra, apesar dos discursos oficiais teimarem em realçar inverdades, como o caso da mais recente nota de imprensa da Câmara Municipal de Viana onde se afirma que «Viana do Castelo tem vindo a aumentar a sua atractividade comercial, empresarial e industrial, com a atracção de novos investimentos, melhorando as infra-estruturas das áreas de acolhimento empresarial e apoiando os projectos na fase de licenciamento» e que em resultado «destas políticas activas de captação de investimentos de capital estrangeiro, estão a fixar-se em Viana do Castelo novas empresas, nomeadamente no cluster das energias renováveis, na economia do mar, na floricultura e no sector automóvel».

 


 

A nota de propaganda da autarquia refere que estas declarações foram produzidas numa sessão de boas vindas ao concelho de Viana do Castelo a uma delegação de Deputados alemães do Bundestag que «visitou Portugal para conhecer o investimento que tem sido efectuado pelas empresas alemãs no país e avaliar de que forma é que esta relação entre os investidores alemães pode ser mais incrementada» tendo afirmado que «a instalação em Viana do Castelo de um dos maiores investimentos nas energias renováveis existentes em Portugal, já designado pela “AutoEuropa do Vento”, a cidade e a região beneficiaram de empregos qualificados, de serviços de logística e de uma actividade portuária crescente no domínio das exportações».

 

No entanto, a realidade local é bem outra como qualquer dos comuns vianenses pode constatar diariamente no Instituto Informador Comercial.

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