Viana do Castelo abriu as portas aos tesouros escondidos de igrejas e capelas e a noite de quinta-feita santa foi mais uma vez mote obrigatório para as gentes da ribeira fazerem valer a sua fé, apesar de não terem tido a mesma “protecção” propagandística que obteve a capela do edifício dos paços do concelho. Com direito a reportagem televisiva motivada por uma peça da Agência Lusa que fez valer os 300 anos de um altar barroco fotografado para a posteridade num folheto onde a autarquia gastou mais uns bons cobres, a capela não era afinal o tal “tesouro” que fizeram crer, até porque outros edifícios religiosos bem mais imponentes e mais antigos se abriram hoje, uma vez no ano, aos olhares de visitantes e às preces das gentes locais.

Vale a pena ver as imagens e reflectir verdadeiramente sobre o que é a cultura vianense, onde reside afinal a alma do coração de Viana e deixar um desafio a todos os que não gostam de ver a história (o núcleo arqueológico da Capela das Almas é, aliás, o exemplo de como se distorce a verdade – as fotografias demonstram claramente que o velho mercado que “alguém” quis reconstruir já não existia em 1952 e que o prédio de que ninguém gosta foi construído num terreno abandonado) e preferem contar apenas o que convém ao poder instituído.

 

 

 

 

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