O presidente da câmara de Viana do Castelo reconheceu esta semana, em reunião de executivo, que a avaliação inicial dos terrenos do Parque da Cidade foi exagerada. Em 2006, o executivo então liderado por Defensor Moura colocou os terrenos à venda por 21,6 milhões de euros. Agora José Maria Costa, atual autarca, reconhece que se os terrenos valessem esse valor, teriam sido vendidos. A hasta pública então iniciada fechou deserta por falta de interessados e, desde então, a autarquia tem tentado vender os terrenos, sem sucesso. O socialista reconhece que hoje o mercado não se adequa a esses valores iniciais.

A nova hasta pública dos terrenos, que abriu no final do ano passado, punha à venda os terrenos por cerca de 10 milhões de euros. Neste momento, o município pondera vender o loteamento por pouco mais de 7 milhões de euros e existem quatro interessados, dois com propostas concretas. O socialista diz que “mais vale” promover uma hasta pública por valores mais baixos.

 José Maria Costa admite que os encargos bancários da VianaPolis são “pesados” e acredita ser “de boa gestão” e de “interesse público” vender os terrenos por um valor inferior ao da última hasta pública. Recorde-se que, há poucos dias, soube-se que a Direção-Geral de Tesouro e Finanças vai assumir em 20 milhões de euros as dívidas da VianaPolis à banca. Neste momento, a VianaPolis tem como únicos objetos a venda dos terrenos e a demolição do Prédio do Coutinho.

António José Amaral, vereador do PSD, diz-se preocupado com a possibilidade de a autarquia vender os terrenos a preços de saldo visto que, há seis anos, teve a possibilidade de vender os mesmos por 16 milhões de euros e não quis. Passados seis anos, o atual autarca reconhece o exagero da avaliação inicial feita aos terrenos do Parque da Cidade e quer vender o loteamento por pouco mais de 7 milhões de euros.

 

 

Fica uma questão por responder: QUEM VAI AGORA SER CHAMADO A DAR A CARA PELA MÀ GESTÃO DOS DINHEIROS?

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