A Sociedade Vianapolis vai ser extinta logo após a venda dos seus ativos e a Câmara de Viana vai ter de pagar a sua parte do prejuízo no âmbito do programa de reabilitação urbana de Viana do Castelo. Quem o diz é Assunção Cristas, a Ministra da Agricultura. Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, ouvida esta terça-feira na Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local. Questionada pelo deputado eleito por Viana do Castelo, Carlos Abreu Amorim, Assunção Cristas explicou, em primeiro lugar, a existência de uma dotação financeira de 20 milhões de euros para a Vianapolis no Orçamento Retificativo.

 


 

Assunção Cristas explicou que este valor serve para “acomodar a situação” financeira do programa de requalificação urbana e que embora o estado esteja em condições para liquidar a dívida, a Câmara de Viana, que detém 40% da sociedade, ficará responsável pela sua quota-parte no prejuízo. Quanto à venda dos ativos da sociedade, nomeadamente dos terrenos do Parque da Cidade, a Ministra diz que as propostas existentes são na ordem dos 7 milhões de euros, “muito abaixo daquilo que inicialmente tinha sido projetado”.

 

A Ministra admitiu que não será possível recuperar todos os montantes em dívida e anunciou que logo que os ativos sejam vendidos e apurada a dívida, a Vianapolis será extinta, sendo que será estudada a melhor solução pelos outros assuntos que ficam por resolver, como é o caso da demolição do Prédio Coutinho. Assunção Cristas diz que o programa Vianapolis falhou, “demorou muito tempo, teve muitos gastos, teve muitos custos financeiros”. A Ministra respondia desta forma a uma questão colocada por Carlos Abreu Amorim, sobre o destino a dar aos 20 milhões de euros inscritos no Orçamento Retificativo para “o pagamento de dívidas vencidas, vincendas e juros”. O deputado perguntou ainda se “não seria este o momento para por fim a este enorme equivoco administrativo e financeiro” que a Vianapolis representa.

 

Este cenário tinha já sido levantado no blog do Museu de Viana há 3 dias apesar do disfarce imposto pelo autarca de Viana do Castelo através de uma notícia da Agência Lusa que, desde há vários meses, tem vindo a dar contas de dados incorrectos. Agora fica a pergunta: vão os responsáveis da Câmara Municipal (actuais e anteriores – como o ex-deputado e ex-presidente Defensor Moura) a trabalhada da Vianapolis responder pelos prejuízos causados ao erário público?

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