Perto de Viana do Castelo, na costa norte de Portugal, situa-se a freguesia de Castelo do Neiva, localidade de tradições piscatórias e desde sempre intimamente ligada ao mar. Inspirado por esta realidade, o presidente da Junta de Freguesia de Castelo do Neiva, Augusto Bandeira, teve um dia o sonho de erguer um monumento ao pescador, profissão e modo de vida para muitos dos filhos destas terras do Minho.  Manuel da Costa, imigrante no Canadá, tomou conhecimento do projecto durante uma das suas visitas à terra natal, ao conversar com o autarca, e de imediato decidiu fazer algo para contribuir para a iniciativa. Quando regressou ao Canadá, criou uma comissão com um grupo de amigos com o objectivo de organizarem uma festa de angariação de fundos para ajudarem a custear as despesas de construção do monumento. A ele se juntaram Leo Pedra, Dina Pedra, Marçal Rites, Sandra Lopes, Fernando Rio, Fernando Abreu, José Carvalho, Domingos Rites, Carlos Lima, bem como o próprio edil de Castelo do Neiva.

 


 

O texto anterior da autoria de Fátima Martins do jornal “Sol Português“, o maior semanário de lingua portuguesa que circula na cidade canadiana de Toronto, e demonstra bem como em Portugal se usa este tipo de coisas para virar as questões ao contrário. Leia-se a nota de propaganda da Câmara Municipal: 

 

«O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, juntamente com a Junta de Freguesia de Castelo de Neiva e o grupo de amigos de Castelo de Neiva residentes em Toronto, participou num conjunto de iniciativas naquela cidade canadiana para promover Viana do Castelo. A viagem começou com um evento de angariação de fundos para apoiar financeiramente a instalação de um monumento e arranjo urbanístico da autoria do escultor Salvador Vieira em homenagem às gentes desta freguesia piscatória. Na visita, o Presidente da Câmara aproveitou ainda para estabelecer contactos com o ministro da região de Ontário, responsável pela Cidadania e da Emigração e também com a vereadora Ana Bailão, da Câmara de Toronto, onde foram abordados assuntos do interesse da comunidade portuguesa residente em Ontário e foram avaliadas possibilidades de cooperação nos domínios culturais e empresariais.»

 

E assim se faz propapanda de uma suposta actividade “diplomática” que não passou de uma viagem turística (com mais uns quantos apêndices atrás) a convite de quem realmente trabalhou. Resta saber quem vai pagar!

 

 

 

 

 

 

 

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