O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo assumiu uma postura de Frei Tomás ao defender durante a sessão de abertura do “Fórum Pensar as cidades do século XXI”, intitulado “Governança e gestão das cidades à luz da Estratégia UE 2020”, uma reforma administrativa mais próxima do cidadão e considerou “necessário” o avanço do processo da regionalização. Segundo uma nota do gabinete de imprensa da autarquia, no seu discurso, José Maria Costa sublinhou serem necessárias propostas de reforma administrativa do Estado mais “esclarecidas e coerentes com o território, algo que infelizmente não está a acontecer”, mas o que não foi explicado é porque é que o autarca fez estas declarações quando a cidade de Viana do Castelo é o paradigma do défice democrático onde se apresenta documentos orientadores sem prévia discussão pública ou propostas de acção.

 

 

Ainda segundo o comunicado propagandeado pela autaquia, o presidente socialista que está no quadro da gestão municipal há duas décadas considerou que “é necessária a presença do Estado nos territórios de baixa densidade de forma a reforçar a coesão territorial da região e do país” e que tem “esperança que o mau início da reforma possa evoluir para uma outra mais profunda, que aproxime o cidadão do Estado e aprofunde o tema da regionalização”, sendo que “a regionalização é hoje mais necessária do que nunca para uma correcta distribuição dos dinheiros públicos e para o desenvolvimento da região Norte”.

O edil demonstra assim uma atitude de Frei Tomás que não é coerente com a sua própria prática política e coloca um ponto de interrogação numa iniciativa subsidiada por fundos comunitários, com o apoio de uma empresa onde é quadro superior um vereador da oposição: este foi «o primeiro fórum do género levado a cabo pela Câmara Municipal e pelo Eixo Atlântico para impulsionar as suas cidades a adoptarem posições activas na saída da crise e integra um conjunto de especialistas, tanto ibéricos, como internacionais, que estão a apresentar e debater com os responsáveis municipais as experiências mais avançadas que se desenvolvem no mundo, para resolver os problemas das cidades neste contexto de crise e torná-las competitivas, para retomar o crescimento económico»?

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