O distrito de Viana do Castelo está à beira da catástrofe social registando já mais de 12 mil desempregados num universo de pouco mais de 220 mil residentes maioritáriamente reformados e 25 empresas declaradas como insolventes desde o início de 2012, mas os dados oficiais passaram ao lado do artigo que a agência lusa divulgou hoje a propósito do impacto da greve geral no Alto Minho.

 

 

Mais uma vez, a Lusa preferiu olhar para uma empresa que não tem outra saída que não seja a reprivatização, sob pena de fechar as portas de vez ao citar o porta-voz da Comissão de Trabalhadores, António Barbosa:«os Estaleiros Navais de Viana do Castelo encontram-se hoje paralisados, devido à greve geral, apenas com os serviços mínimos assegurados». É certo que os estaleiros são uma âncora da economia de Viana do Castelo, mas até hoje a Luisa ainda não deu conta de toda a verdade: desde que começou a instabilidade na empesa o número de trabalhadores que recorre à aposentação aume tou e esse será o caminho que já foi apontado aos representantes dos trabalhadores como forma de recuperar os estaleiros com a reprivatização. Os estaleiros empregam, segundo dados desta semana, 647 trabalhadores e têm em curso a construção de um navio patrulha para a Marinha e uma reparação naval, que entrou em doca nos últimos dias.

Segundo o coordenador da União de Sindicatos de Viana do Castelo, além dos estaleiros, outras duas grandes empresas do concelho estiveram também “totalmente paralisadas”, ao nível da produção: a Browning-Viana e a Europac com mais de 300 trabalhadores. Mas o que a Lusa não refere é a situação da APPACDM, uma instituição com cerca de 350 trabalhadores e que tem vindo a cortar no número de funcionários ou o caso da escola profissional Ancorensis que já despediu 40 funcionários alegando cortes nas verbas.

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