Os visitantes espanhóis passaram a utilizar a A3 e a ter como destino de visita preferencial a cidade de Braga em detrimento de Viana do Castelo tal como denunciaram recentemente as maiores associações empresariais do noroeste peninsular, num fenómeno para o qual terão contribuído a falta de investimento estratégico de promoção por parte da Câmara Municipal e a campanha que foi feita por alguns comerciantes de Valença dizendo aos viajantes espanhóis para não utilizarem a A28 por causa da forma de pagamento das portagens virtuais.

 

 

Hoje mesmo, a Brisa admitiu um “impacto positivo” no ano de 2011 em três das suas autoestradas, que já eram pagas, depois da introdução de portagens nas antigas SCUT do norte e no distrito de Viana do Castelo, esta confirmação surge em linha com o que já tem sido afirmado por autarcas e empresários locais, que apontam para um desvio do tráfego, desde a fronteira de Valença, para a A3, diretamente até ao Porto, tendo em conta as “dificuldades” no sistema eletrónico de pagamento e as ausência de praças de portagens nas antigas SCUT, neste caso na A28.

Questionada pela Lusa, a Brisa afirmou não fazer comentários sobre a “qualidade” de cada das infraestruturas concorrentes, agora que todas são pagas.

Contudo, nestas três vias, reconhece um “aumento na utilização” provocado pela cobrança de portagens nos lanços das antigas SCUT mais próximas, mesmo apesar da queda geral da utilização das autoestradas.

Na A1, entre Porto e Lisboa, o tráfego médio diário caiu, na globalidade, 0,4 por cento, cifrando-se no ano de 2011 em 31.562 viaturas diárias, enquanto que na A3, entre Valença, Braga e Porto, a queda foi de 3,4 por cento, para um tráfego médio diário de 16.429 viaturas.

Já na A4, entre Porto e Amarante, o tráfego aumentou 2,7 por cento, chegando em 2011 à média diária de 24.986 viaturas.

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