O Governo tem vindo a desenvolver contactos para solucionar o problema grave com que se debate aquela que já foi uma das maiores empresas do distrito de Viana do Castelo, os estaleiros navais, mas as sucessivas declarações do presidente da Câmara Municipal (ex-quadro dos ENVC) estão a prejudicar o trabalho que o ministério da Defesa está a fazer no sentido de evitar despedimentos em massa com a privatização da empresa.

 

 

Fonte governamental considera que o também presidente do Eixo Atlântico deveria estar melhor informado sobre a crise que atravessa o sector naval no noroeste peninsular com os principais estaleiros navais de Vigo (principais concorrentes dos estaleiros de Viana mas de capitais privados) a passar por situações semelhantes.

Ainda na última reunião do executivo municipal, o presidente da Câmara de Viana do Castelo acusou o gabinete do secretário de Estado da Defesa de lhe ter pedido para “não telefonar mais” a questionar sobre os estaleiros da cidade, mas estas afirmações são desmentidas pelo Ministério e fonte govrnamental diz não entender porque razão José Maria Costa não actuou desta forma quando o Partido Socialista era governo.

Depois de interrogado pela oposição sobre o seu papel na defesa dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) e tendo em conta a demissão de um dos três administradores da Empordef, o autarca defendeu-se desta forma: “face à comunicação das minhas preocupações, tiveram a lata (secretaria de Estado da Defesa) de me pedir para não telefonar mais. Disseram-me que em tempo oportuno vão informar-me. Talvez seja quando a empresa fechar. Como principal responsável de Viana do Castelo, tenho o direito de saber o que é que está a ser pensado para uma empresa importante e estratégica. Não calarei a minha voz na defesa dos estaleiros, qualquer que seja o senhor ministro da Defesa ou senhor secretário de Estado. Secretários de Estado há muitos. Eles passam, transitam, e os estaleiros vão continuar, se Deus quiser”.

Confrontada pela agência Lusa com estas declarações, fonte oficial do gabinete do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, negou as afirmações. “Nunca, em momento algum, dissemos para deixar de ligar. É falso e desmentimos”, garantiu.

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