A Câmara Municipal de Viana do Castelo acaba de anunciar o Plano Estratégico de Viana do Castelo 2010-2020 que aponta, entre outras matérias, para o facto de desde a década de 90 do século XX o concelho ter visto acentuar-se as assimetrias locais, o afastamento do “circuito” das cidades médias e o défice democrático, e aponta agora para “valores de sustentabilidade”, com o “motor” da economia “no mar e nas energias renováveis” e a necessidade de “atrair investimento orientado para a consolidação de dinâmicas económicas existentes com sentido de inovação”.

 

 

“Num quadro de crescente coesão e sustentabilidade, contribuindo para a afirmação de Viana do Castelo nos planos regional e nacional”, lê-se no documento, apresentado como uma revisão do anterior, elaborado em 1995. Entre os “objetivos estratégicos” a dez anos, este plano divide-se em quatro dimensões.

 

Na área Territorial e Ambiental, os objetivos centram-se na consolidação da rede de acessibilidades estruturais, através do “reforço da conectividade externa nos modos ferroviário e marítimo” e a sua intermodalidade. Prevê, ainda, uma “evolução territorial harmoniosa”, em termos de “dimensões da ocupação e gestão do território”, mas também de mobilidade e no acesso aos serviços coletivos.

 

O plano estabelece o objetivo de “salvaguarda e valorização das áreas ambientalmente mais sensíveis”, designadamente a orla costeira, as zonas ribeirinhas e outras áreas de Rede de Natura. Aponta, na dimensão económica, para o “reforço do posicionamento e inserção de Viana do Castelo no sistema regional de inovação em estruturação”, além do desenvolvimento do “cluster” das energias renováveis e das fileiras económicas do mar, metalomecânica, da madeira e da agricultura. “Reforçar o concelho de Viana do Castelo como destino turístico, sustentável e diferenciador, baseado na diversidade de recursos e ativos locais e regionais”, lê-se ainda no documento, que acrescenta o objetivo de “aumentar a competitividade” dos produtos tradicionais nos mercados nacional e internacional e “qualificar o mercado de trabalho”.

 

Na dimensão Social e Cultural, defende a promoção da “qualificação das pessoas num sentido de melhoria da sua qualidade de vida”, além da valorização do capital cultural local e regional. Na última área, a Institucional, este plano estabelece o objetivo da “diversificação e capacitação institucional do concelho”, além da necessidade de instituir um modelo de gestão “adequado à prossecução da estratégia de desenvolvimento” e “o reforço da cooperação institucional do concelho e no seio de espaços territoriais alargados”, sobretudo dentro da região Minho-Lima e para com a Galiza.

 

A Câmara de Viana do Castelo é liderada desde 1993 pelo Partido Socialista, que está em maioria no executivo e será chamado a votar este plano estratégico já na próxima reunião ordinária da autarquia.

 

Depois de ter lançado uma acção de “marketing territorial” antes do diagnóstico e das apostas estratégicas, a autarquia vai agora mostrar à imprensa um documento que não foi ainda votado pelos órgãos municipais, nem tampouco foi objecto de discussão pública.

Para que todos saibam para onde se propõe que caminhe a cidade e o concelho, fica aqui o documento para memória futura.


 

Estratégia de Viana até 2020

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