O jornal Aurora do Lima publica na sua última edição, com destaque de primeira página, que o “Museu da Arte da Marioneta” de Viana do Castelo fechou as portas depois da Câmara Municipal ter deixado de comparticipar o arrendamento do espaço onde funcionava uma mera loja onde eram vendidos produtos fabricados por elementos da associação MAO – Marionetas, Actores & Objectos ou ateliers pagos pelos frequentadores e não existia sequer um espólio histórico sobre esta actividade na região.

Em 2008, um estudo académico revelava já a falência de projectos produzidos por esta associação e financiados pela autarquia, por patrocínio oficial da actual Presidente da Assembleia Municipal de Viana do Castelo, como o Festafife que nunca teve os resultados propagandeados e onde os impostos dos vianenses têm vindo a ser “investidos.

 

 

Agora, a notícia do Aurora do Lima, porque abordada ao contrário, vem levantar mais um problema de interpretação acerca da atribuição de subsídios por parte da Câmara Municipal a insituições de carácter cultural e artístico, uma vez que não prevê o financiamento de rendas mas apenas a aquisição de equipamentos ou compra e restauro de espaços. Uma questão polémica tanto mais que os mesmos elementos da associação possuem um negócio de venda de artigos e agora, segundo o jornal, o “espólio” está em casa dos seus autores, apesar de possuírem a oportunidade de continuar a desenvolver um projecto de revitalização rural e nunca terem doado a bonecada ao município.

 

 

Posto isto, fica agora o desafio para que a Câmara Municipal aproveite o edifício agora desocupado e onde residiu um dos fotógrafos mais importantes de Viana do Castelo, Manuel Fontes, para aí criar (isso sim…) o Museu da Imagem!

 

 

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