O navio Atlântida pode vir a ser utilizado para fazer a ligação entre os Açores, a Madeira e Portimão depois de o Governo madeirense ter deixado de comparticipar as viagens da companhia espanhola que fazia uma ligação entre as Canárias, Madeira e Portimão ao abrigo do acordo que Alberto João Jardim teve de assinar com Pedro Passos Coelho nas últimas semanas.



A noticia vem ao encontro dos sinais já dados pelo presidente da Empordef, holding do Estado para as indústrias de Defesa e onde se integram os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), numa audição com a Comissão parlamentar de Defesa, e segundo o qual a aceitação Atlântida pela companhia açoriana Atlânticoline é a única solução que pode ser vista como um “plano B” para salvar os estaleiros de Viana, caso falhe a negociação em curso para encontrar um parceiro internacional.

Com a saída do operador espanhol tão criticada pelo blogue Farinha Ferry fica aberto o caminho para a Atlanticoline conseguir, também ela, fazer face a vários problemas financeiros com que se debate.

“É um desígnio nacional. É vital, é fundamental” que o Atlântida “vá para os Açores”, insistiu o responsável da Empordef. “Não há outro plano B” para salvar uma empresa que precisa de quase 60 milhões de euros de investimento para fazer face aos seus compromissos e iniciar a sua recuperação, referiu Vicente Ferreira.

 

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