Numa altura em que a Câmara Municipal de Viana do Castelo prepara já o regresso do Páscoa Doce (a primeira tentativa de marketing de eventos esboçada pela autarquia em 2010 e preparada já no âmbito da equipa (?) que tratou de estudar (?) o Marketing Territorial (ou City Branding) da cidade, eis que em Março surgiram vários sinais da autêntica desorientação em que se encontra a gestão da imagem de Viana, mesmo depois de criado aquilo a que agora se designa por gabinete TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), sob a dependência directa dos decisores políticos. Veja-se o cartaz (o primeiro, porque nem é este que está na rua) que pretendeu vender os eventos de Março:

Março foi tão chuvoso que não há memória de registos assim porque só se viu no Corso Carnavalesco!!!
Em definitivo, a “bota não bate com a perdigota” e já é mais do que tempo (um ano) de alguém com poder decisório repensar o que está a ser feito até porque Viana ainda nem sequer tem um slogan oficial. Foram mostrados vários cartazes em Agosto com várias mensagens mas a pergunta a ser a de sempre: o que é Viana como produto? Uma cidade dos namorados? Ou como já se utiliza na gíria das conversas de café: a capital das q….(?)

A pergunta fica feita: se em 2011Viana do Castelo não conseguir reverter o panorama do envelhecimento populacional e da perda de turistas quem será demitido?

Mas a questão mantém-se. O que é Viana? Para onde se quer ir? Uma mente iluminada inventou a gastronomia (leia-se o bacalhau) como produto turístico principal de Viana. Um outro mentecapto quis levar-nos a pensar em heróis que nunca existiram.
Todos os grandes experts em Marketing Territorial são unânimes nos vértices da promoção: uma imagem, um slogan, um produto, tal como sucede em todas as outras sub-correntes do Marketing e até uma empresa como a Sonae percebeu isso e fez desaparecer a marca Modelo.
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