Há cerca de ano e meio numa rápida pesquisa, apesar de não ser historiador, mas apenas Gestor Cultural e especialista em Marketing Territorial, consegui desmentir os “comilões dos milhares de euros que o médico deputado por cá andou a desbaratar dinheiro de todos os vianenses” afirmando que o célebre besta do Caramuru nunca foi vianense, a não ser quando viveu por cá para comercializar tecidos.
Fui insultado por um senhor de vestes adamadas comilão desse milhões no mesmo jornal onde publiquei a curta pesquisa e mais não voltei ao assunto por que não quis alimentar burricadas de um besta quadrado e outros seguidores do médico que quis comer pastéis de Belém.
Eis que agora, um dos mais conceituados historiadores vianenses (independentemente de eu ainda discordar de alguns  aspectos dessa obscura estória) me vem dar razão:

«O grande argumento a favor da origem estrangeira do Caramurú reside na carta escrita por Pero do Campo Tourinho, da Baía, a D. João III, com data de 28 de Julho de 1546. Trata-se de um documento autêntico e verídico. Ninguém põe em causa estes predicados.»

O texto completo pode ser lido na última edição dos Cadernos Vianenses para onde nunca escrevi nem nunca o farei tão somente por considerar que tal publicação foi manchada por ditos homens de letras que inventaram e modificaram tudo a seu favor.

Meus caros leitores e frequentadores do MUSEU DE VIANA – o único projecto cultural vianense que não vive de dinheiros públicos – já não nos resta outra coisa que não seja voltar a reabrir a petição que esteve na Internet e pedir o que o poder público ainda não teve coragem de fazer: abrir o museu do dinheiro público mais mal gasto pelo médico do caramuru…

Obrigado.
Paulo Caldeira
Criador da REDE ESKILO | a entidade detentora do MUSEU DE VIANA

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