Viana do Castelo Morreu
Durante 5 anos foram estudados de uma forma sociológica os comportamentos de políticos e dos que os servem, enquanto se observou o papel que os vianenses desempenhavam nas redes sociais. O resultado está agora preservado para que não se repitam noutras cidades o modelo que levou à morte de Viana do Castelo.

Enquanto ciências sociais, a Arqueologia e a Sociologia estudam as sociedades, podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as já extintas, através de seus restos materiais, sejam estes móveis ou imóveis.

Durante dezenas de anos, a investigação arqueológica relacionou-se fundamentalmente com a pré-história e as civilizações da antiguidade; no entanto, ao longo do último século, a metodologia arqueológica aplicou-se a etapas mais recentes, como a Idade Média ou o período industrial. E são cada vez mais os arqueólogos que se dedicam cada vez mais a fases tardias da evolução humana, dando origem à designada arqueologia industrial.

Mas o crescimento desenfreado das redes sociais na World Wide Web revelou a necessidade de um outro tipo de estudo: a recolha de vestígios materiais que contribuem para o estudo antropológico e sociológico das culturas.

Diariamente surgem “achados” que outrora se mantinham escondidos e a triagem desses materiais possibilitará, no futuro, alinhar uma história da sociedade desde o final da época industrial até ao século XX.

O projecto MUSEU DE VIANA surge assim de um novo paradigma: a arqueologia web. O seu objectivo é claro, recolher dados nas várias redes sociais e fazer a sua leitura inicial permitindo aos investigadores, por um lado, e à população WEB 2.0, por outro, encontrar formas de “ler” o passado através de partes isoladas da nossa história contemporânea.

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